Ser freelancer ou não ser? Eis a questão!

Ser freelancer ou não ser? Eis a questão!


Quem nunca pensou em trabalhar por conta? Sejamos sinceros! A chance de trabalhar em casa, com seus próprios horários, de pijama (você escolhe) e por uma grana extra, é tentadora para uma grande parte dos profissionais de comunicação. Só de imaginar essas possibilidades aqui, já dá para sentir o cheiro de liberdade no ar e uma inspiração criativa parece surgir do nada.

O freelancer também é conhecido como freela ou frila, e se caracteriza como o profissional autônomo que presta serviços para diferentes empresas e clientes. Seja por meio de job (serviço específico contratado) ou fee mensal (preço fixo mensal, pago por um pacote de atividades mensais desenvolvidas pelo profissional). Publicitários, jornalistas, relações-públicas, fotógrafos, designers gráficos e multimídias são alguns dos profissionais que atuam nesse formato de trabalho.

Mas, por quê? Será que há algum problema nos modelos de trabalho mais tradicionais? Será que o salário como autônomo é maior? Ou será que o processo criativo flui melhor no modelo freela? São essas e outras perguntas que buscamos responder por meio de entrevistas.

Conversamos com alguns profissionais que atuam no modelo freela para conhecer suas realidades. Rafael Baldo, jornalista e produtor de conteúdo a mais de 6 anos em Brasília (DF), percebeu uma oportunidade de mercado como freelancer, pois “não existia a necessidade de estar 100% do tempo no cliente. Comecei com duas visitas por semana, diminui para uma vez apenas, até conseguir gerenciar tudo via acesso remoto”, relata Baldo. Segundo o jornalista, o trabalho ficou mais rápido e prático. “Eu conduzi as atividades para que fossem executadas o máximo possível de maneira on-line. Porque, antes, muitas vezes eu perdia tempo com situações corporativas que não se relacionavam ao trabalho que eu estava executando em si para a empresa”, acrescenta.

Achar tempo disponível para realizar atividades que vão além da simples produção de material é um ponto que atrai o Rafael para o formato freela. Também a possibilidade de trabalhar dentro de seus próprios momentos de inspiração e produtividade, sem estar preso a horários fechados.

Leonardo Batista, designer em Curitiba (PR), trabalha há dois anos como freelancer e afirma que “a liberdade é o grande diferencial desse modelo de trabalho. Não ficar preso numa sala, trabalhar em qualquer lugar e também trabalhar com projetos diversificados” são os principais aspectos apontados pelo profissional.

Batista explica que a organização das tarefas diárias é um ponto muito importante a se considerar quando se tem autonomia. É preciso focar nas tarefas mais urgentes, limitar horas para cada uma delas e definir dias de trabalho para o cliente.  A organização pessoal ajuda a ser mais produtivo e criativo ao mesmo tempo. Ganha-se tempo para pensar e planejar cada trabalho.

Então, para tudo na vida existe o lado bom e o ruim. Vale a pena colocar tudo em uma balança antes de se aventurar no mundo dos freelas. Estamos dispostos a te ajudar nessa pesquisa. Que tal conhecer as vantagens e desvantagens de ser freelancer aqui?

Vantagens e desvantagens de ser freelancer


No entanto, quem pensa em começar um novo job, existem mais algumas vantagens e desvantagens que foram levantadas. Acompanhe:

Ser freelancer não tem somente lado positivo, mas existem muitas problemáticas que devem ser levadas em consideração na hora de escolher o melhor caminho. Nesse sentido, buscamos algumas vantagens e desvantagens de ser freelancer. Se você já estava pensando em largar o emprego e montar um portfólio, fique esperto, leve em consideração os pontos abaixo e tome sua decisão:

Vantagens



  1. Home Office: esse talvez seja o grande fator positivo. Sem trânsito, ônibus lotado, horas dentro do transporte público apenas para ir e voltar do trabalho todos os dias da semana, são argumentos que todos os freelas levaram em consideração na hora de tomar a decisão. Somente tome cuidado com o local e equipamentos, do contrário, é só alegria.
  2. Horários Flexíveis: Trabalhar em casa e na hora que desejar, não é demais? Pois é, freelancer podem escolher qual é horário mais adequado para produzir e qual momento do dia consegue se concentrar para criar e entregar o melhor trabalho possível.
  3. Salário: isso depende! Como a empresa não tem uma grande relação trabalhista com o freela e o profissional não tem grandes obrigações trabalhistas, os valores se equivalem. Ou seja, a empresa paga mais, e o profissional, se ele tiver MEI (Cadastro de Micro Empresário Individual) consegue diminuir a quantidade de impostos pagos. Os dois ganham.


Desvantagens



  1. Instabilidade Financeira: O freela tem muita instabilidade financeira, pois esse mês têm e no outro não. Por isso a importância de trabalhar constantemente num processo de prospecção e formulação concreta nos valores. Promoção não rola muito bem! Tampouco leilão.
  2. Desorganização é furada: deve-se entender que, por mais que estejamos falando de trabalhos home office e montagem de horário conforme o profissional bem entender, devemos ressaltar que se, não tiver o mínimo de organização, persistência e disciplina com relação a trabalho, pode ter certeza que irá entrar numa furada. É só você e você.
  3. Pagamentos: as chances de tomar um bolo na hora do pagamento é bem maior. Ainda mais se você não usa as plataformas de contratação de freelancer. É importante ajustar forma simples de pagamentos e sempre, mas sempre pedir uma porcentagem de adiantamento. Fique esperto.