Estudantes no exterior: como o intercâmbio pode acelerar o desenvolvimento humano e profissional

Mazáaa! comunicação e intercâmbio de estudantes


A cada dia, mais estudantes descobrem o valor de conhecer novas culturas e de adquirir experiência com uma língua estrangeira.

Todos sabemos que a busca por experiências, tanto profissionais quanto pessoais, é mais que necessária. E uma das formas de alcançar essas duas coisas juntas, de uma forma menos monótona e maçante, é fazendo um intercâmbio.

Adquirir um conhecimento aprofundado de uma segunda língua é imprescindível, sendo uma das grandes razões para se fazer um intercâmbio. Contudo, o que também têm levado estudantes a buscarem este método, é a vontade de conhecer uma nova cultura.

De acordo com Rafaela Vazquez, Diretora da World Study Caxias, agência de intercâmbios de Caxias do Sul, a maioria dos intercambistas que procuram, além de estudar, trabalhar e conhecer uma nova cultura, tem a Austrália como destino. “Destes, a maioria fica seis meses por lá, em média”, analisa.

Os intercâmbios, segundo ela, estão cada vez mais acessíveis e há programas para todos os bolsos. Nesses países, então, onde é possível trabalhar para se auto-sustentar, fica ainda mais fácil passar um período se aperfeiçoando com outra cultura.

Para Rafaela, uma das principais dificuldades que podem atrapalhar a troca de conhecimentos no país escolhido, é a falta de domínio da língua nativa. “A comida, o fuso horário e alguns costumes também podem ser incovenientes na chegada”, afirma a empresária.

Na empresa de Rafaela, há um sistema de comunicação pelo WhatsApp, disponível 24 horas por dia para auxiliar os estudantes. Nas cidades de Dublin e Sydney existe também um escritório da agência, ajudando os intercambistas.


O que dizem os estudantes: 


Marcelo de Gregori, 20 anos, estudante de Relações Públicas. Faz intercâmbio no Egito.

“Queria trabalhar voluntariamente na área da comunicação em um lugar diferente, que ninguém costuma ir. Deu que vim parar no Egito, fazendo voluntariado em um projeto de desenvolvimento econômico através do turismo. Fico quatro dias seguidos numa cidade e depois viajo por outros três ou quatro dias.

Faz um mês que sai do Brasil e já está super tranquilo. Já sei me virar sozinho com um árabe meia-boca e não passo mais tanto perrengue. Desenvolvi bastante o inglês também e tá sendo prazeroso demais. Em algumas situações uso o árabe básico. Básico mesmo, baseado nos números, gestos e algumas palavras-chave.”

João Cavalli, 19 anos, estudante de Publicidade e Propaganda. Faz intercâmbio em Melbourne.

“Comecei a planejar no final do segundo semestre a viagem. Acredito que vários fatores envolveram essa minha escolha, mas a principal foi a simples oportunidade de conhecer uma cultura nova. Acho que engrandecimento pessoal também pode ser uma boa definição.

O tempo todo estou aprendendo algo novo e, olhando para trás, vejo o quanto mudei em pouco tempo. O que me ajudou foi que morei com pessoas de todas as partes do mundo em momentos diferentes, então conseguir sentir a diferença cultural bem no início. O ideal mesmo seria trazer todo mundo do meu convívio pra morar aqui, porque é sensacional.”


Kimberly Salomão, 22 anos, estudante de Jornalismo. Fez intercâmbio em Londres.

“A escola tinha uma regra de falar apenas em inglês, e o fato de ter brasileiros lá, mesmo falando em inglês, era bom ter alguém do seu país, que sabe das coisas, pra conversar, é algo acolhedor.                
A escola oferecia uma programação mensal de atividades para fazer em grupo fora dos horários das aulas, como visitas a pontos turísticos aos finais de semana e também o pub night, onde vários alunos se encontram no pub pra tomar uma cerveja e bater um papo e trocar experiência
E eu pretendo voltar, mas tendo em mente algo relacionado com Jornalismo, como uma pós-graduação.”

Caroline Rosa, 24 anos, estudante de Jornalismo. Fez intercâmbio em Dublin.

“Acho que o que eu mais queria era experiência de vida. Inglês por inglês a gente pode aprender aqui. Claro que lá a gente aperfeiçoa, tem a questão do sotaque, a gente aprende com nativos. Mas alcancei muito mais que eu imaginava. Aprendi muito mais que eu esperava. Supera todas as expectativas. Conheci muitas pessoas, muitas culturas. Aprendi a lidar com as diferenças. Depois que se faz intercâmbio, não temos mais lugar fixo.”

Então, seja por motivos pessoais ou profissionais, o intercâmbio oferece um crescimento muito rico, de uma forma, na maioria das vezes, muito mais prazerosa, se comparado aos métodos tradicionais utilizados no nosso cotidiano.

Daniel Ribeiro Cararo - Colunista colaborativo Mazáaa!


Autor: Daniel Ribeiro Cararo
Colunista Colaborativo do Mazáaa!