Growth hacking e comunicação: novas oportunidades a partir da mentalidade empreendedora das startups

growth hacking e comunicação


Growth hacking é uma mentalidade ou uma filosofia de empreendedorismo muito utilizada em startups. O growth hacker é o profissional responsável por desenvolver maneiras de atrair e aumentar exponencialmente o número de usuários de um produto ou serviço. É aquele que se dispõe a dominar a tecnologia em busca de crescimento acelerado para uma empresa ou negócio. Todas as suas decisões são baseadas em dados e informações desse crescimento. Para tanto, utiliza softwares e aplicações, metodologias testáveis e escaláveis, com métricas muito específicas de conversão.

conceito básico de growth hacking

Em poucas palavras, o foco do profissional growth hacker está sempre no crescimento. As estratégias mais utilizadas por esses profissionais em todo o mundo muito têm a ver com as atividades dirigidas aos profissionais de comunicação, como veremos a seguir.

Antes de irmos adiante, entenda a diferença entre growth hacking e marketing


A principal diferença entre os dois modelos profissionais é que, o growth hacker é uma pessoa obcecada num único objetivo: crescimento. E para atingir esse objetivo, deixa de lado o uso de regras, processos, meios e ferramentas tradicionais. Existem muitas decisões que envolvem o crescimento do número de usuários de um determinado produto ou serviço. O growth hacker tem um papel multifuncional nesse contexto, atuando não apenas com o marketing, mas com o desenvolvimento do produto, com as operações corporativas, finanças e, até mesmo, recursos humanos.

Outro exemplo prático é que, para início de uma startup, a figura de um gerente de marketing ou de vendas não se faz necessária, segundo a filosofia do mercado. O principal foco na fase inicial do projeto é crescer. As startups são obrigadas a utilizar alternativas como o growth hacking para crescer rápido, devido a falta de recursos próprios e investimentos externos.

A internet redefiniu a forma de pensar negócios e de alavancar vendas. Pensar “fora da caixa” nunca foi tão necessário. Por isso, a mentalidade growth hacking entrega resultados surpreendentes em um espaço tão curto de tempo. Esse é o poder da Era Digital (ou Pós-Digital).

“Growth hacking não é o anti-marketing, mais sim a evolução do marketing, é voltado para o crescimento.” – Sean Ellis.

A pergunta é: como aumentar o número de usuários do meu produto/serviço?


Essa é a pergunta norteadora de qualquer growth hacker.

No livro “Startup Growth Engines”, Sean Ellis expõe que, ao observar empresas com crescimento acelerado, percebeu que elas apresentavam 3 características em comum:


  1. Elas fugiam do marketing tradicional.
  2. Possuíam times exclusivamente dedicados a crescimento, com especializações diversas (pessoas com pensamento mais científico e outras com caráter mais criativo).
  3. Possuíam conhecimento profundo do produto e dos usuários.


Por isso, o trabalho de growth hacking se mantém com foco em 3 P’s:  Produto, Processo e Pessoas, e segue a lógica de três áreas do conhecimento: Psicologia do Consumidor, Marketing e Processos. O growth hacker trabalha, simultaneamente, a percepção do público e o aperfeiçoamento do produto. Não se preocupa somente em gerar tráfego de entrada, mas também em reter usuários.

No livro “Traction”, de Gabriel Weinberg e Justin Mares, os autores elencam os 19 canais/estratégias mais utilizados por growth hackers, em todo o mundo, para fazer com que startups alcancem crescimento rápido no número de usuários e com baixíssimos investimentos. São eles:


  1. Conteúdo Viral
  2. Assessoria de imprensa
  3. Ações memoráveis de relações públicas (experiência)
  4. Search Engine Marketing (SEM)
  5. Links Patrocinados (anúncios em mídias sociais e “displays”)
  6. Anúncios em mídias tradicionais
  7. Search Engine Optimization (SEO)
  8. Inbound Marketing
  9. E-mail Marketing
  10. Engenharia de Marketing (digital)
  11. Blogs Segmentados
  12. Aquisição de parcerias e clientes de alto impacto
  13. Estratégias agressivas de vendas e experimentação
  14. Programas de Afiliados ou de Indicações
  15. Uso de outros canais/plataformas maiores
  16. Feiras de Negócios
  17. Pequenos eventos para exposição de marca e soluções
  18. Participação em apresentações (hangouts, painéis, webinars etc.)
  19. Construção de Comunidades


Além da lista elaborada pelos autores, também é possível mencionar o uso de:

Viral Loop: testes gratuitos por período, indicações premiadas para usuários.
Call To Action: botões com chamadas estratégicas e interessantes.
Content Marketing (Marketing de Conteúdo): através de blogs, infográficos e vídeos virais.

É possível perceber que a maioria dos mecanismos de crescimento em alta velocidade do growth hacking tem prazo de validade. É preciso saber agir no momento e na velocidade certa.

Por fim, fica a dica de procurar por canais/plataformas emergentes. Pois, sair na frente e criar experiência em novos canais, pode ser uma vantagem significativa nos dias atuais.

Quer aprofundar o assunto? Veja mais em Growth hacking: conceito e história


Autor: Carlos Müller
Idealizador do projeto Mazáaa! e profissional de relações públicas e marketing.