Growth hacking: conceito e história



Em 2010, Sean Ellis escreveu o artigo “Find a Growth Hacker for Your Startup”, dando origem ao termo. Pouco depois, Andrew Chen popularizou a expressão através do artigo “Growth Hacker is the new VP Marketing”, onde analisa o case do Airbnb – site de aluguéis por temporada –, que utilizou a estratégia de integração (programação de dados) para publicar seus anúncios diretamente no Craiglist – fórum para anúncios de todos os tipos de produtos e serviços, que contava com 10 milhões de usuários na época.

Sean Ellis é reconhecido como especialista em crescimento de startups por ter auxiliado empresas como Dropbox, entre outras, a se tornarem gigantes do mercado digital.

Andrew Chen atua no time de growth do Uber. Também é consultor e investidor de empresas de tecnologia como AngelList, Barkbox, Dropbox, Grovo, Kiva, Product Hunt, Tinder, Wanelo e Gusto.

O termo growth hacking surgiu da junção de duas expressões inglesas: growth, que quer dizer “crescimento”, e hack, um verbo que significa “cortar de formar irregular algo, ou alguma coisa”. Ao mesmo tempo, a palavra hack mantém relação com o mundo da informática. Sendo assim, entende-se que growth hacking é uma forma de pensar em atalhos para atingir o crescimento acelerado de algo, seja um produto, serviço ou negócio.

A evolução do conceito de hacker


Segundo o site significados.com.br, por volta de 1950, a palavra hack era utilizada para se referir a uma alteração inteligente realizada em alguma máquina. Mais tarde (ainda no Século XX), tornou-se familiar ao ramo da informática. Muito utilizada, hoje em dia, para referenciar especialistas em tecnologia da informação, os chamados “hackers”, que utilizam seus conhecimentos para localizar vulnerabilidades em sistemas, tanto para o bem quanto para o mal de empresas e negócios, dependendo da índole e possíveis intenções do profissional.

De modo geral, o hacker é uma pessoa que se preocupa mais com a finalidade do que com os meios para alcançar um objetivo. Não costuma seguir regras e processos. Por isso, quase sempre, encontra meios alternativos e inovadores de alcançar determinadas metas.

Onde o growth hacking é aplicado? 


Hoje, essa abordagem é aplicada quase que exclusivamente por startups do Vale do Silício (Silicon Valley), polo tecnológico que é referência mundial em inovação, localizado nos Estados Unidos. Algumas empresas que utilizam a mentalidade growth hacking são: Facebook, Twitter, Dropbox, Airbnb e Uber. É bem provável que, em pouco tempo, empresas tradicionais adotem essa abordagem também.

De onde surgiu a necessidade de aplicação do conceito?


Bem. A crise na Europa em 2009 e a própria crise no Brasil em 2015/2016, por exemplo, propiciaram a formulação e evolução desse conceito. Em meio à estagnação econômica e baixos investimentos em novos negócios, as “startups” se viram na necessidade de sair em busca de sobrevivência no mercado.

O desafio então era crescer com baixíssimo orçamento em caixa. Para tanto, começaram a testar (e teste é algo fundamental nessa abordagem) e a desenvolver maneiras econômicas, controláveis e escaláveis de dar continuidade ao trabalho, atraindo cada vez mais usuários/consumidores de forma acelerada e ascendente.

Quer aprofundar o assunto? Veja mais em Growth hacking e comunicação: novas oportunidades a partir da mentalidade empreendedora das startups


Autor: Carlos Müller
Idealizador do projeto Mazáaa!. Profissional de relações públicas e marketing.