O crowdfunding como financiamento da criatividade

Crowdfunding

Professor e pesquisador César Steffen conversa com alunos do curso de Jornalismo da UniRitter sobre a utilização do método e deixa dicas bem direcionadas para elaborar um projeto de financiamento coletivo.

Empreendimento, ideias, projetos, novas mídias e novos públicos. Termos estes que povoam o imaginário de jovens que escolheram a comunicação como área de atuação no século XXI. Mas como viabilizar estas ambições? Onde atuar? Há mercado? A II Semana de Jornalismo Avançado trouxe para a mesa de debate, na manhã do dia 9 de setembro, novos temas para o jornalismo, como o crowdfunding.

Ministrada pelo professor César Steffen, docente do curso de Mestrado em Design, e dos cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e de Design da UniRitter, a oficina ‘Crowdfunding e o Jornalismo’ elucidou as possibilidades de financiamento da economia criativa para diversos mercados, seja na área da produção cultural, como shows, CDs ou livros; seja para a área do design, como o desenvolvimento das impressoras 3D, entre outras.

Foto: Giovanna K. Folchini‎  Agex

Conforme o publicitário, “crowdfunding é uma forma de fazer uma 'vaquinha' em nível global”, ou seja, é uma maneira de financiamento onde se busca recursos financeiros junto a pessoas que se identificam e têm interesse na iniciativa proposta. A diferença desse modelo para uma ‘vaquinha’ é que, obrigatoriamente, se terá alguma forma de retorno para aqueles que contribuírem com a causa.

Como fazer uso do crowdfunding?


Steffen defendeu que é necessária uma ideia que seja suficientemente inovadora e interessante para tornar o projeto viável. Outra questão pertinente abordada é a conveniência de conhecer bem a plataforma na qual será inscrito o projeto. Afirma ainda que no Brasil existem 66 plataformas de crowdfunding, sendo que destas, 59 estão ativas, e que o primeiro site criado para este fim foi o estadunidense Kickstarter. No Brasil, o maior site em volume de recursos angariados e de projetos é o Catarse.me.

Aproveitando o interesse dos alunos presentes, explicou o processo de inscrição de um plano nesse modelo de plataforma e a relevância de uma boa estruturação da ideia e a melhor forma de descrevê-la. Demonstrou com exemplos reais que obtiveram ou não sucesso devido, justamente, a forma de apresentação da proposta.

Steffen reforçou a importância pela busca de formas alternativas para viabilizar projetos, e resumiu em cinco dicas a forma para aumentar as chances de sucesso em sites de financiamento coletivo:

1. Tem que ter relevância
2. Clareza de objetivos
3. Recompensas claras e mensuráveis
4. Um bom vídeo para a apresentação da ideia
5. Utilização das redes sociais (on e off-line) para a divulgação


Gabriela Freitas

Gabriela Freitas
Colaboradora do Mazáaa!
Relações-públicas formada pela UFRGS e Especialista em Marketing pela mesma instituição. Estudante de Jornalismo e monitora na Agência Experimental de Comunicação Integrada / Jornalismo da UniRitter.